Barra Cofina

Correio da Manhã

Cm ao Minuto
6

Milhares saem à rua em Lisboa em defesa dos direitos da Mulher

Manifestantes encheram a Baixa com apelos à "mudança do Mundo".
Lusa 8 de Março de 2019 às 20:13
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa
Manifestação de mulheres no Dia da Mulher, em Lisboa

Já passava das 19h00 quando milhares de pessoas que esta sexta-feira, pelos valores feministas se concentraram em Lisboa, arrancaram uma marcha ruidosa ao som de bombos e tambores e promessas de mudar o mundo.

Foi ao cair da noite que milhares iniciaram o desfile entre o Terreiro do Paço e o Rossio, em defesa de que hoje e os dias que se seguirem sejam novos para os direitos das mulheres.

No Dia Internacional da Mulher, que se assinala em todo o mundo, pediu-se o fim da violência contra as mulheres, sobretudo a violência doméstica, que continua a pontuar as estatísticas no país com femicídios.

Direitos iguais e efetiva justiça para as mulheres violentadas e discriminadas marcaram as mensagens nos cartazes e palavras de ordem, em que o juiz Neto de Moura foi figura de destaque e alvo constante de apupos e críticas por causa dos seus acórdãos polémicos em casos de violência doméstica.

Num cartaz exibido pela delegação do Bloco de Esquerda, liderado pela coordenadora, Catarina Martins, lia-se: "Não queremos flores, queremos justiça e o juiz Neto de Moura fora dela".

Momentos antes do arranque, o Terreiro do Paço silenciou-se em homenagem às vítimas de violência.

A marcha começou depois ruidosa, com a organização, da Rede 8 de Março, a gritar aos microfones, em cima de uma carrinha de caixa de aberta, "deixa passar, deixa passar, sou femininista e o mundo eu vou mudar".

A ativista brasileira Marielle Franco, assassinada em março do ano passado, foi também lembrada na manifestação com uma enorme faixa evocativa de uma placa toponímica com o seu nome.

O cortejo saiu do Terreiro do Paço, num trajeto que contornou a praça do Município, seguindo para a rua do Ouro e depois em direção ao Rossio onde termina.

O primeiro-ministro, António Costa, acompanhado pela mulher, Fernanda Tadeu, a líder do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, e a cabeça de lista do partido às eleições europeias, Marisa Matias, acompanhadas de um conjunto de deputados e dirigentes bloquistas, assim como o deputado do PAN, André Silva, e outros membros do Governo, como a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, marcaram presença na concentração.

A Greve Feminista, uma organização da Rede 8 de Março, um coletivo de organizações feministas, está hoje por todo o país, em Albufeira, Aveiro, Braga, Chaves, Coimbra, Lisboa, Porto, Viseu, Amarante, Vila Real, Évora, Fundão, Covilhã e São Miguel, nos Açores, entre manifestações e uma greve social.

Segundo a Rede 8 de Março, a greve feminista internacional divide-se entre greve ao trabalho laboral, greve ao trabalho doméstico, greve estudantil e greve ao consumo, e pretende alertar para o quotidiano das mulheres e perceber as várias discriminações de que são alvo, procurando uma solução global.

Ver comentários