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Correio da Manhã

Economia
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Bancos dispostos a negociar com Berardo

Paulo Macedo diz que a maior prioridade do banco é ser ressarcido.
Diana Ramos 3 de Maio de 2019 às 08:51
Joe Berardo
Paulo Macedo, presidente-executivo da CGD, criticou ontem os efeitos que a comissão de inquérito tem no banco público
Paulo Macedo, da CGD
CGD Caixa Paulo Macedo
Joe Berardo
Paulo Macedo, presidente-executivo da CGD, criticou ontem os efeitos que a comissão de inquérito tem no banco público
Paulo Macedo, da CGD
CGD Caixa Paulo Macedo
Joe Berardo
Paulo Macedo, presidente-executivo da CGD, criticou ontem os efeitos que a comissão de inquérito tem no banco público
Paulo Macedo, da CGD
CGD Caixa Paulo Macedo
O mote era a apresentação de resultados da Caixa Geral de Depósitos (CGD), mas o dossiê dos grandes devedores foi incontornável.

Sobre a execução judicial dos bens de Joe Berardo, o presidente-executivo do banco público, Paulo Macedo, garantiu que "a primeira preocupação da Caixa é ser ressarcida", mas não fechou a porta a um acordo com o empresário. A CGD fechou o primeiro trimestre de 2019 com lucros de 126 milhões de euros.

"Nós, como os outros credores, estamos a tentar ser ressarcidos", adiantou o banqueiro, admitindo, contudo, que "não é por estar a correr uma ação executiva [dos bancos contra Berardo] que não é possível haver um acordo a qualquer momento".

Já sobre o perdão de quatro bancos, no valor de 116 milhões, às empresas de João Pereira Coutinho – SAG e SIVA – Macedo evitou referir-se ao caso concreto, mas explicou que neste tipo de situações os bancos têm de olhar para as alternativas, perceber o cenário que melhor permite ao banco ser ressarcido e evitar insolvências descontroladas.

Os resultados da CGD no primeiro trimestre subiram 85% até março, face aos 68 milhões do período homólogo de 2018. Para tal foram essenciais os cerca de 60 milhões que resultaram da venda de um imóvel na Baixa de Lisboa.

Quanto aos próximos meses, Paulo Macedo antecipa que deverão sair da instituição 380 trabalhadores por reformas e pré-reformas e 290 por mútuo acordo e cessação de contratos.

Sobre a comissão de inquérito ao banco público, o banqueiro criticou o facto de as notícias em torno da CGD terem feito a instituição cair dez pontos num índice de reputação.

E atribuiu as notícias negativas em torno das polémicas relacionadas com o passado do banco público a interesses de concorrentes e "a alguns ressabiados".

BPI só cobra MB Way a quem não usar app
O presidente-executivo do BPI, Pablo Forero, garantiu ontem que todos os clientes do BPI que usaram a plataforma de transferências imediatas MB Way através da app móvel do banco não serão taxados.

O objetivo, explicou o banqueiro, é canalizar os clientes do banco que usam o MB Way para a plataforma da própria instituição.

O BPI apresentou ontem as contas até março: no primeiro trimestre, o banco lucrou 49,2 milhões de euros.
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