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Correio da Manhã

Economia
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Especialista diz que aumento de quatro cêntimos nos combustíveis compensava abolição das portagens

Anselmo Castro, professor universitário, defende solução para acabar com pagamentos nas ex-SCUT.
Lusa 27 de Setembro de 2018 às 23:55
Empresa pública, que gere as infraestruturas rodoviárias, financia-se com os valores cobrados nas antigas SCUT
Portagem numa das antigas SCUT
portagens, Beira Interior, SCUT, empresas
Antigas Scut passaram a ser taxadas
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Portagem numa das antigas SCUT
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Antigas Scut passaram a ser taxadas
O professor da Universidade de Aveiro Anselmo Castro afirmou esta quinta-feira que o aumento de quatro cêntimos por litro de combustível era suficiente para compensar a abolição das portagens nas Scut.

"Se retirássemos as portagens nas Scut e metêssemos nos preços dos combustíveis quatro cêntimos por litro, era suficiente", afirmou Anselmo Castro, em Castelo Branco, durante o debate nacional sobre as "Portagens e PPP Rodoviárias no Contexto do Desenvolvimento Regional", promovido pela Plataforma pela Reposição das Scut na A23 e A25.

O docente lançou ainda um repto aos deputados de todos os partidos eleitos pelos distritos do Interior.

"Os deputados deviam fazer uma causa comum porque são tão poucos", defendeu.

O professor da Universidade de Aveiro sublinhou ainda que o problema não é quem paga as autoestradas, mas sim quem paga as estradas todas.

"Se há coisa que os impostos devem pagar são as estradas", defendeu.

Anselmo Castro, vice-reitor e coordenador do Grupo de Estudos em Território e Inovação da Universidade de Aveiro , considera que o assunto é "profundamente político", mas que não deve ser "partidário".

"Os governos têm noção que se cedem aqui [reposição das Scut] nunca mais param [reivindicações pelo país]", concluiu.

Já Paulo de Morais, da Frente Cívica, afirmou que as PPP (parcerias público-privadas) rodoviárias são ruinosas.

"As PPP, além de ruinosas são ilegais. Se são ilegais é mais uma razão para acabarem. A Frente Cívica apresentou uma queixa junto da Procuradoria-geral da República que originou um inquérito que está em curso", adiantou Paulo de Morais.

A Plataforma de Entendimento para a Reposição das Scut na A23 e A25 integra sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda: a Associação Empresarial da Beira Baixa, a União de Sindicatos de Castelo Branco, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, o Movimento de Empresários pela Subsistência pelo Interior, a Associação Empresarial da Região da Guarda, a Comissão de Utentes da A25 e a União de Sindicatos da Guarda.
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