Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
9

Impostos e contribuições para a Segurança Social levam quase um quarto do salário

Solteiros sem filhos perdem 26,6% do ordenado. Casais com filhos ficam sem 12,1%.
Beatriz Ferreira 12 de Abril de 2019 às 01:30
Trabalhadores sem dependentes são mais penalizados em termos de carga fiscal, segundo a OCDE
Segurança Social
segurança social
Trabalhadores sem dependentes são mais penalizados em termos de carga fiscal, segundo a OCDE
Segurança Social
segurança social
Trabalhadores sem dependentes são mais penalizados em termos de carga fiscal, segundo a OCDE
Segurança Social
segurança social
Por cada 100 euros de salário, 26,60 euros foram, no ano passado, para impostos e contribuições para a Segurança Social. A conclusão consta de um estudo divulgado esta quinta-feira pela OCDE e diz respeito a um trabalhador com um salário médio e sem filhos.

Por outras palavras, os portugueses levam para casa 73,4% do salário bruto que recebem. A restante parcela de 26,6% é absorvida em impostos sobre o rendimento e na contribuição de 11% de cada trabalhador para a Segurança Social.

Trata-se de uma diminuição face aos 27,5% registados em 2017. Ainda assim, Portugal está acima da média dos países da OCDE, onde a perda se situa nos 25,5%.

O panorama melhora no caso dos casais com dois filhos, a quem os impostos e as contribuições tiram 12,1% do salário bruto (ou seja, levam para casa 87,9% do ordenado bruto), devido, por exemplo, aos benefícios fiscais associados aos dependentes a cargo. A média na OCDE fixa-se em 14,2%.

Segundo a organização, a carga fiscal por trabalhador em Portugal já subiu 3,4 pontos percentuais entre 2000 e 2018.

Em sentido inverso evoluiu a média dos países da OCDE, que viram a carga fiscal por funcionário cair 1,3 pontos percentuais no mesmo período.

Seis em cada dez portugueses são da classe média
A conclusão é da OCDE no estudo ‘Sob pressão: a classe média em declínio’. Segundo a organização, 60,1% dos portugueses pertencem à classe média, embora só 32% digam que pertencem a esse grupo.

Segundo o estudo, Portugal foi um dos países em que os habitantes mais arriscaram cair para a classe baixa entre 2007 e 2015. Nesse período, quase 34% da classe média perdeu, pelo menos, 20% do rendimento.
Segurança Social OCDE Sob Portugal economia negócios e finanças questões sociais política
Ver comentários