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Correio da Manhã

Economia
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TAP volta atrás e revê plano com mais voos

recuo Administração reuniu e aceitou proposta apresentada por gestores públicos para retoma da companhia resposta Plano B foi trabalho pelo Estado, indústria, autarcas e setor do turismo
Diana Ramos 28 de Maio de 2020 às 15:11
Pacotes de viagens abrem guerra
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A administração da TAP voltou atrás e vai rever o plano de voos anunciado para junho e julho, que servia de retoma da companhia aérea mas que quase só contemplava ligações aéreas a partir de Lisboa. O conselho de administração esteve ontem reunido para debater o plano alternativo de rotas apresentado pelos administradores nomeados pelo Estado e que foi trabalhado em conjunto com autarcas das regiões mais penalizadas, com a indústria e com o setor do turismo para um reforço de rotas. Segundo apurou o CM, o plano B do Governo levado pelos gestores públicos acabou por ser acolhido pela restante administração.

Nos últimos dias realizaram-se várias reuniões para a preparação do documento alternativo, coordenado pelo Governo com o objetivo de dar resposta às fragilidades apontadas pelo Chefe de Estado, primeiro-ministro, partidos e autarcas. Sobretudo às críticas relativas à falta de oferta de ligações, a curto prazo, para os aeroportos do Porto e de Faro. O plano inicial de retoma da TAP definia que, em junho, apenas três voos semanais fossem realizados entre Lisboa e Porto. Aliás, das 27 ligações semanais em junho e das 247 previstas para julho, a maioria partia de Lisboa. Os administradores nomeados pelo Estado mostraram-se contra o plano dos acionistas privados, mas a contestação não foi levada em conta.

Em comunicado, a TAP admite que “vai de imediato colaborar com todos os agentes económicos” de forma a “ajustar os planos de rota anunciados ” por forma a “por forma a procurar ter um serviço ainda melhor e mais próximo a partir de todos os aeroportos nacionais” onde opera.

A mudança surge também depois de o primeiro-ministro ter afirmado que o plano da companhia “não tem credibilidade” e assumido ter-se visto “obrigado a recordar à comissão executiva da TAP os deveres legais de gestão prudente e responsável”.



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