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Correio da Manhã

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Aluna queimada viva depois de denunciar assédio sexual de diretor

Jovem do Bangladesh denunciou o caso à polícia e foi queimada viva poucos dias depois.
19 de Abril de 2019 às 00:27
Aluna queimada viva depois de denunciar assédio sexual de diretor
Aluna queimada viva depois de denunciar assédio sexual de diretor FOTO: Direitos Reservados
Uma jovem foi queimada viva numa escola do Bangladesh poucos dias depois de ter apresentado queixa por assédio sexual contra um diretor do estabelecimento de ensino.

A adolescente de apenas 19 anos foi regada com combustível e incendiada. Nusrat Jahan Rafi acabou por morrer cinco dias depois do ataque devido aos graves ferimentos causados pelas queimaduras.

Nusrat denunciou o diretor do estabelecimento de ensino que a terá tocado indevidamente e assediado sexualmente. A jovem conseguiu escapar da sala antes da situação tomar proporções maiores.

Depois do chocante episódio, a adolescente foi à polícia denunciar o caso. O depoimento foi filmado pelos agentes e divulgado em vários meios locais.



Após a denúncia, o diretor da escola acabou por ser detido pelas autoridades. Mas desde esse momento, tudo piorou para Nusrat.

A jovem voltou à escola para realizar os exames finais do semestre. Nesse dia acabou por ser levada para o telhado do edifício onde estavam várias pessoas à sua espera. Tapadas por burcas, cercaram a jovem e pressionaram-na a retirar a queixa contra o diretor. Após ter recusado, a adolescente foi queimada pelos criminosos.

Ficou com queimaduras em 80% do corpo. Acabou por não sobreviver aos ferimentos e morreu poucos dias depois do ataque.

O país foi abalado pela história e milhares de pessoas marcaram presença no funeral de Nusrat. O polícia que filmou o depoimento da jovem foi despromovido e enviado para outro departamento. 

A morte da jovem motivou vários protestos. Milhares de pessoas insurgiram-se nas redes sociais contra o episódio trágico e sobre o tratamento dado às vítimas de abusos sexuais no país.
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