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"Bolsonaro passa mais confiança" dizem portugueses de biblioteca lusa no Rio

Como muitos milhões de brasileiros, dois funcionários portugueses do Real Gabinete Português de Leitura escolhem Jair Bolsonaro.
Cláudia Machado e D.G.S. 27 de Outubro de 2018 às 01:30
Carlos Moura, funicionário português do Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Orlando Inácio, funcionário do Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Carlos Moura, funicionário português do Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Orlando Inácio, funcionário do Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Carlos Moura, funicionário português do Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Orlando Inácio, funcionário do Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro
Real Gabinete de Leitura, no Rio de Janeiro

Foi considerada a quarta biblioteca mais bonita do Mundo e é um marco da presença portuguesa no Rio de Janeiro. No Real Gabinete Português de Leitura, na rua Luís de Camões, há dois funcionários que nasceram em Portugal.

Orlando Inácio deixou Viseu há 56 anos e não mais voltou. Hoje, diz que o perfil dos portugueses no Rio "está numa faixa etária muito alta, porque a emigração portuguesa para o Brasil acabou". Por estes dias "há muitos turistas portugueses, leitores é que são cada vez menos", diz.

Sobre as eleições presidenciais, Orlando tem uma opinião bem definida. "Eu prefiro o Bolsonaro, passa-me mais confiança e verdade. Todos estão cansados das mentiras do PT e já chega, é preciso mudança." Enquanto conversa com o Correio da Manhã, há um grupo de alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro de visita à biblioteca. Percebem a referência a Bolsonaro e abanam a cabeça. Depois tiram uma fotografia com um papel que diz "#ELENÃO". "Os alunos e professores da universidade que vêm cá são todos pró-Haddad e nós somos todos pró-Bolsonaro", diz ao CM uma das funcionárias.

No local onde se respira Portugal há 350 mil obras, a maioria de portugueses, com destaque para uma primeira edição dos ‘Lusíadas’ e um manuscrito de ‘Amor de Perdição’.

Carlos Moura tem 86 anos e continua a escrever. Nasceu na região de Coimbra e tinha quatro anos quando mudou de país. "Costumo dizer que o português é o último a falar e o primeiro a apanhar, por isso eu não me meto em política", diz sobre as eleições. Contudo, fala da violência, um problema muito grave. "Há armas pesadas nas ruas e comunidades dominadas pelos grupos violentos. Um horror." Orlando concorda e revela que "não é seguro andar na rua, mas temos de nos habituar, embora saiba que qualquer coisa pode acontecer".

O Real Gabinete tem mais de 700 visitas por dia, algumas por acaso. "Há pessoas que acham que é uma igreja e até se benzem quando olham para o busto de Camões", conta Carlos, sentado numa sala recheada de obras de Camilo Castelo Branco.

Portugueses do Real Gabinete
Orlando Inácio deixou Viseu há 56 anos e não voltou. O colega Carlos Moura, de 86 anos, partiu da região de Coimbra aos quatro anos. Um e outro vivem cercados de livros no seu trabalho no Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro.

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