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Ex-juiz e agora ministro Sérgio Moro sofre nova derrota no congresso brasileiro

Esta não foi a única nem a primeira derrota de Moro desde que se tornou ministro.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 9 de Maio de 2019 às 17:30
Juiz Sérgio Moro
Sérgio Moro
Sérgio Moro
Juiz Sérgio Moro
Sérgio Moro
Sérgio Moro
Juiz Sérgio Moro
Sérgio Moro
Sérgio Moro

O ex-juiz implacável da operação anti-corrupção Lava Jato e desde janeiro ministro da Justiça e Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro, Sérgio Moro, sofreu uma nova e rude derrota no Congresso brasileiro.

A Comissão Especial do parlamento que analisa o decreto presidencial que restrutura o formato do novo governo brasileiro retirou do Ministério da Justiça, ou seja, da alçada de Moro, o COAF, Conselho de Controle da Actividade Financeira, órgão especializado em detetar crimes financeiros.

Moro considera essencial que esse órgão fique sob o seu comando, alegando que, sem ele, o combate à corrupção fica prejudicado e pressionou de todas as formas para manter o COAF sob a sua alçada, o que pode deixar de acontecer. Dos 25 membros da comissão, 14 votaram a favor de tirar o COAF de Moro, mas a decisão ainda terá de ser avalisada pelo plenário do Congresso para entrar em vigor.

O COAF, que realmente foi essencial para se avançar na descoberta dos grandes escândalos de corrupção vindos a público no Brasil nos últimos anos, sempre esteve subordinado à Receita Federal, o Fisco do Brasil, por sua vez ligado ao antigo Ministério da Fazenda, hoje Ministério da Economia. Ao aceitar o convite de Bolsonaro para ser ministro da Justiça, abandonando 33 anos de carreira como juiz, Sérgio Moro pediu e conseguiu que o COAF fosse tirado da Receita e passasse para o seu ministério.

Esta não foi a única nem a primeira derrota de Moro desde que se tornou ministro, segundo o próprio Jair Bolsonaro com "carta branca" total.

O ex-magistrado tem sido desautorizado de forma grosseira publicamente pelo presidente, até agora não conseguiu implementar uma política de Segurança Pública que obtenha resultados, tem sido obrigado a aceitar medidas de Bolsonaro com as quais não concordava quando era magistrado, e o seu pacote de medidas de combate à corrupção e ao crime organizado, enviado ao Congresso em Fevereiro, ainda não começou a tramitar e tem recebido mais críticas do que apoio.

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