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Guaidó faz novo apelo aos líderes militares

Autoproclamado presidente interino pediu aos generais para permitirem uma transição de poder pacífica.
Francisco J. Gonçalves 4 de Maio de 2019 às 09:46
Juan Guaidó
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O auto-designado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, voltou esta sexta-feira a apelar aos líderes militares do país para garantirem uma transição pacífica de poder e reiterou garantias de que muitos nas Forças Armadas já estão com a oposição ao presidente Nicolás Maduro.

"É uma conquista dos cidadãos que muitos soldados e mais de 900 oficiais" estejam refugiados em Cúcuta, na Colômbia, afirmou, numa nova conferência de Imprensa desde o fracasso do levantamento de terça-feira contra o regime, que foi reprimido com violência.

O líder opositor disse que apresentará um documento formal às Forças Armadas com a oferta de transição de poder e lembrou que os militares são dos principais prejudicados pelo regime. "Um soldado ganha menos de seis dólares por mês", afirmou.

Guaidó garantiu que a repressão não fez apenas quatro mortos, como tem sido referido. "Há já mais de 271 assassinados", afirmou, e repetiu que Maduro não é o presidente legítimo, pois "continua a usurpar funções no governo".

Guaidó anunciou a partir deste sábado novas "manifestações de grande envergadura em todas as cidades do país" e destacou o caráter pacífico do movimento que encabeça, acusando o governo de distorcer os factos: "São eles que falam de confrontos".

Espanha faz alerta a opositor refugiado
A Espanha alertou esta sexta-feira Leopoldo López, líder opositor libertado por indulto de Juan Guaidó, e que terça-feira se refugiou com a mulher na embaixada espanhola em Caracas, que não poderá usar o recinto como centro de luta política.

O alerta surge depois de López prestar declarações à Imprensa internacional apelando à luta contra Maduro. López disse ter contactado com militares e assegurou que "há mudanças em curso" nas Forças Armadas.

EUA negam erros de espionagem
O secretário da Defesa dos EUA em funções, Patrick Shanahan, negou erros da espionagem na Venezuela, apesar de as deserções de oficiais para o lado de Guaidó terem sido muito inferiores ao que se esperava na preparação do levantamento de terça-feira contra Maduro.

PORMENORES
Pressão nos quartéis
Juan Guaidó apelou aos seus seguidores para se concentrarem este sábado junto dos principais quartéis venezuelanos para convencerem os militares a abandonarem o apoio ao governo de Nicolás Maduro.

Apoio sólido a Maduro

Apesar dos apelos reiterados de Guaidó a soldados e oficiais, o número de deserções que se registaram desde o início do ano nas Forças Armadas são uma pequena minoria. Num país que conta com mais de 250 mil efetivos militares as deserções somam só cerca de mil efetivos.
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