Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
8

Humanos podem extinguir até um milhão de espécies, alerta ONU

Relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) foi apresentado em Paris e conta com o apoio de 130 países.
6 de Maio de 2019 às 12:46
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
ONU
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
ONU
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
Animais numa reserva de caça adjacente ao famoso Parque Nacional Kruger, na província de Mpumalanga.
ONU

O relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) que concluiu que os humanos podem extinguir até um milhão de espécies foi apresentado esta segunda-feira em Paris. Os cientistas alertam que só uma transformação profunda dos sistemas económico e financeiro globais poderão salvar do colapso ecossistemas essenciais à sobrevivência humana.

O relatório conta com o apoio de 130 países, entre eles os Estados Unidos, Rússia e China.

"A rede da vida interligada e essencial na Terra está a ficar cada vez mais pequena e frágil", afirmou Josef Settele, um dos líderes do estudo lançado pela Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistémicos (IPBES). "Esta perda é um resultado direto da atividade humana e constitui uma ameaça direta ao bem-estar humano em todas as regiões do mundo."

O estudo resultou da colaboração de 145 peritos de 50 países. Sugere que o mundo tem que encontrar um caminho pós-crescimento económico, para evitar os riscos à existência humana criados pela poluição, destruição de habitats e emissão de dióxido de carbono.

Os autores identificaram as explorações agrícolas industriais e a pesca intensiva como as causas mais importantes da extinção de espécies, acompanhadas pelas mudanças climáticas provocadas pela queima de carvão, petróleo e gás. Recentemente, a taxa de desaparecimento de espécies cresceu centenas de vezes mais do que a média registada ao longo dos últimos dez milhões de anos.

"O relatório também nos diz que não é demasiado tarde para fazer a diferença, mas só se começarmos agora a todos os níveis", assinalou Robert Watson, que gere a IPBES. Porém, as sociedades devem enfrentar os "interesses ocultos" comprometidos a preservar o status quo, sustenta à Reuters. "Com mudança transformadora, queremos referir-nos a uma reorganização fundamental e sistémica quanto a fatores tecnológicos, económicos e sociais, incluindo paradigmas, objetivos e valores."

No fim do ano, o relatório também será debatido numa cimeira sobre biodiversidade na China. Entre as espécies ameaçadas de extinção, encontram-se mais de 40% dos anfíbios, 33% dos recifes de coral, e mais de um terço dos mamíferos marinhos. Estima-se que 10% das espécies de insetos também se extingam.

Ver comentários