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Correio da Manhã

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Jair Bolsonaro funde pastas e cria super Ministério da Economia

Próximo governo do Brasil toma posse em janeiro.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 31 de Outubro de 2018 às 14:27
Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro é o novo presidente do Brasil
Jair Bolsonaro
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Jair Bolsonaro é o novo presidente do Brasil
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Jair Bolsonaro é o novo presidente do Brasil
Jair Bolsonaro

O próximo governo do Brasil, que toma posse em janeiro sob o comando do presidente eleito, Jair Bolsonaro, vai ter um super ministério responsável por toda a área económica. A ideia, já avançada há algum tempo por Bolsonaro mas que sofreu alterações ao longo da campanha presidencial que terminou domingo passado, foi confirmada na primeira reunião oficial do presidente eleito com os seus conselheiros para formação do futuro governo.

A nova pasta, o Ministério da Economia, vai reunir as atuais pastas das Finanças, Planeamento, Indústria e Comércio Exterior. O comandante dessa pasta será Paulo Guedes, economista que fez fortuna no mercado financeiro a comandar bancos e corretoras de investimentos e que foi o conselheiro económico de Bolsonaro ao longo de toda a campanha.

Com a confirmação da fusão de todas essas pastas numa só, Bolsonaro não cumpriu uma promessa feita recentemente a grupos empresariais, de não incluir no novo ministério a pasta da Indústria. Os líderes empresariais avaliam que subordinar o setor industrial ao mesmo órgão que cria impostos e centraliza todas as decisões económicas prejudica o setor e gera conflitos que poderiam ser evitados.

Paulo Guedes, que a pouco e pouco mostra não ter papas na língua, o que já lhe provocou até repreensões públicas por parte de Bolsonaro, foi duro com os empresários depois das críticas. Segundo ele, o governo vai tirar a indústria brasileira do fundo do poço onde agora se encontra, apesar, frisou, dos empresários do setor.

Essa estratégia de reunir numa só pasta todos os ministérios da área económica já foi testada outras duas vezes na história recente do Brasil e os resultados não foram exatamente os melhores. Na primeira, nos anos 70, durante a ditadura militar, a missão foi dada a Delfim Neto, que até conseguiu um significativo sucesso mas porque as decisões eram simplesmente impostas pelo regime, e, na segunda, no governo de Fernando Collor de Mello, nos anos 90, quem tentou foi Zélia Cardoso de Mello, mas os resultados foram desastrosos e os cidadãos e as empresas acabaram por ser vítimas de um confisco da poupança pelo governo.
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