Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
4

Justiça autoriza ex-presidente Temer a ficar preso em São Paulo

Ex-presidente brasileiro e o coronel Lima apresentaram-se no final da tarde na sede da Polícia Federal, no Brasil.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 9 de Maio de 2019 às 22:41
Michel Temer
Michel Temer
Michel Temer
Michel Temer
Michel Temer
Michel Temer
Michel Temer
Michel Temer
Michel Temer

A juíza substituta Caroline Figueiredo, do Rio de Janeiro, autorizou no final desta quinta-feira que o ex-presidente brasileiro Michel Temer e o seu amigo e considerado testa de ferro João Batista Lima Filho, conhecido como coronel Lima, fiquem presos em São Paulo, onde ambos vivem.

Temer e o coronel Lima apresentaram-se no final da tarde na sede da Polícia Federal em São Paulo, depois de a prisão preventiva de ambos ter sido decretada.

O processo que levou à prisão de ambos, sob a acusação de desvios de verbas da Central Nuclear de Angra III, em Angra dos Reis, litoral do Rio de Janeiro, aconteceu nesta última cidade.

Mas os advogados de ambos pediram à juíza que Temer e Lima permaneçam presos em São Paulo para ficarem mais perto das suas famílias, e a magistrada aceitou o pedido depois de consultar a instância superior, o Tribunal Regional Federal da 2. Região, TRF-2, também no Rio de Janeiro.

Também por decisão da juíza, que substitui durante as férias o magistrado que comanda o processo, Marcelo Bretas, responsável pelos processos da operação anti-corrupção Lava Jato no Rio, o ex-presidente deve ficar à guarda da própria Polícia Federal a que se apresentou.

Já o coronel Lima ficará à guarda da Polícia Militar, onde fez toda a sua carreira, e deve ser muito provavelmente enviado para a prisão especial da corporação na capital paulista.

Temer e Lima já tinham sido presos no âmbito deste processo no dia 21 de março em São Paulo e levados para o Rio de Janeiro, onde ficaram presos cinco dias. Foram libertados por um habeas corpus, mas o Ministério Público recorreu dessa soltura e o TRF-2 decretou a prisão preventiva de ambos e determinou à juíza Caroline Figueiredo que estipulasse as regras para essas prisões.

O antigo governante foi denunciado várias vezes, nomeadamente por corrupção, formação de bando, branqueamento de capitais e obstrução de justiça, quando ainda era presidente, mas a imunidade do cargo impediu a tramitação dos processos na justiça. Com a saída dele da presidência em dezembro passado, as ações começaram finalmente a tramitar e com muita celeridade, e Temer já é arguido em seis delas.
Ver comentários