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Correio da Manhã

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Justiça brasileira pede 22 anos de prisão para Collor de Mello

Antigo presidente é acusado de liderar grupo criminoso que desviou 6,9 milhões de uma subsidiária da petrolífera Petrobras.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 29 de Abril de 2019 às 08:27
Collor de Mello
Ex-presidente do Brasil, Collor de Mello
Fernando Collor de Mello
Fernando Collor de Mello
Collor de Mello
Ex-presidente do Brasil, Collor de Mello
Fernando Collor de Mello
Fernando Collor de Mello
Collor de Mello
Ex-presidente do Brasil, Collor de Mello
Fernando Collor de Mello
Fernando Collor de Mello
A Procuradora-Geral da República (PGR) do Brasil, Raquel Dodge, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma pena de 22 anos, 8 meses e 20 dias de prisão para o antigo presidente do país Fernando Collor de Mello por crime de corrupção.

Collor, que em 1992 foi destituído da Presidência do Brasil pelo Congresso já nessa altura também acusado de corrupção, é atualmente senador pelo estado de Alagoas.

No processo atual, que ainda não tem data para ser julgado, Collor é acusado de chefiar uma rede criminosa que terá desviado, entre 2010 e 2014, pelo menos 6,9 milhões de euros da BR Distribuidora, uma subsidiária da petrolífera pública brasileira Petrobras onde o antigo governante teria influência política.

Além da pena de prisão e da perda do mandato de senador, Raquel Dodge pediu ainda ao STF que Collor e os outros arguidos devolvam em dobro o montante alegadamente desviado.

Quando o julgamento ocorrer, será a terceira vez que Fernando Collor de Mello se sentará no banco dos réus acusado de corrupção.

Nas outras duas vezes, em processos diferentes levados a julgamento em 1994 e em 2014, ele foi ilibado, por a maioria dos juízes do Supremo Tribunal ter considerado não haver provas suficientes do seu envolvimento nos crimes que lhe eram imputados.
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