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Mulher morre com palito na garganta depois de lhe ser diagnosticada gripe em Coimbra

Mulher dizia ter algo "preso na garganta". Morreu cinco dias depois de recorrer ao hospital, em Coimbra.
9 de Abril de 2019 às 13:37
Médico, raio X
Médicos
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Uma mulher de 50 anos foi encontrada sem vida com um palito na garganta. O caso ocorreu em Coimbra depois da vítima ter recorrido ao hospital apresentando queixas de que sentia "algo preso na garganta" desde que tinha ingerido a sua última refeição.

Depois de se dirigir às urgências os médicos optaram por realizar um raio X mas não encontraram nada que justificasse os sintomas mulher - acreditando que os mesmos não passavam de um nódulo na garganta (caracterizado pela contração dos músculos da garganta).

Perante a persistência dos sintomas, os médicos encaminharam a paciente para a especialidade de psiquiatria, visto que a mesma apresentava um historial de doenças psicológicas após a morte do marido. No entanto, o diagnóstico psiquiátrico revelou que a mulher estava mentalmente saudável.

Segundo The Journal of Forensic and Legal Medicine, a paciente foi informada que estava com uma gripe. Os médicos prescreveram-lhe alguns antibióticos e pediram-lhe que regressasse às urgências caso os sintomas se mantivessem.

Cinco dias depois a mulher foi encontrada morta em casa, no chão da casa de banho. O namorado da vítima chegou a ser suspeito da morte da mulher devido às circunstancias em que o corpo foi encontrado.

"Causas de morte repentinas, inesperadas e desconhecidas, especialmente se houver sangue no local, podem dar azo a que surjam especulações prematuras", revelou César Lares dos Santos, patologista do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.

Os resultados da autópsia acabaram por revelar que a pele à volta do pescoço estava com um tom esverdeado, sendo que o local estava infetado com pus devido a um pedaço de palito que estava alojado no interior da garganta da vítima.

Os médicos legistas concluíram que a inflamação interferiu com os nervos vitais ligados ao cérebro, coração e pulmões, resultando numa paragem cardiorrespiratória.

César Lares dos Santos explicou que o palito não foi descoberto pelos médicos do hospital, onde a mulher recorreu com as queixas, porque os pequenos objetos, como moedas, podem não ser vistos no raio X.

O especialista defende "que os médicos devem ser extra-vigilantes", pelo que este caso deve representar um importante alerta para os clínicos.
Coimbra Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses saúde questões sociais
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