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Correio da Manhã

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Marcelo elogia "a diferença de Macau" e já fala na "próxima visita" talvez em dezembro

Presidente da República realizou uma visita oficial de Estado à República Popular da China.
Lusa 1 de Maio de 2019 às 06:28
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo na visita oficial à China
Marcelo na visita oficial à China
Marcelo na visita oficial à China
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo na visita oficial à China
Marcelo na visita oficial à China
Marcelo na visita oficial à China
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Cidade Proibida, em Pequim
Marcelo na visita oficial à China
Marcelo na visita oficial à China
Marcelo na visita oficial à China

O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiou esta quarta-feira "a diferença de Macau", último ponto da sua visita de Estado à República Popular da China, e já fala na "próxima visita" ao território, possivelmente em dezembro.

O chefe de Estado, que chegou na terça-feira à noite à Região Administrativa Especial de Macau, onde estará menos de 24 horas, começou o dia na Santa Casa da Misericórdia, e aí deixou a promessa de visitar "todas" as outras instituições macaenses "na próxima visita".

Durante um passeio a pé pelo centro histórico até às Ruínas de São Paulo, Marcelo Rebelo de Sousa referiu que o Presidente chinês, Xi Jinping, "vem cá em dezembro", para as celebrações dos 20 anos da transição da administração do território de Portugal para a China, e adiantou: "Provavelmente eu também virei, veremos".

"Dezembro pode ser um bom pretexto, por causa dos 20 anos. É evidente que a própria República Popular da China entende como naturalíssimo que Portugal esteja representado ao mais alto nível na celebração dos 20 anos, foi assim que aconteceu há 20 anos, é assim que acontece agora", acrescentou, mais à frente.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, "isso depende do que for ajustado com o Governo português".

Ao longo deste percurso, o Presidente português elogiou diversas vezes "a diferença de Macau", onde não vinha há 31 anos, e disse ter falado desse tema com Xi Jinping. "Ele falava nisso mesmo, e falávamos nisso mesmo: o que faz a diferença é o que dá valor, e Macau é diferente".

"Quando se é igual a tudo o resto, o que é maior esmaga o que é mais pequeno. E a diferença significa o quê? Um cruzamento de culturas, de línguas, de tradições, de usos, de gastronomia, é essa a riqueza de Macau, e por isso aqui vem tanta gente e admira essa diferença de Macau, que tem de continuar, na presença da língua portuguesa, na presença dos nomes de ruas portugueses, no património construído, nos hábitos, na gastronomia, em tanta coisa que faz a diferença de Macau", defendeu.

Marcelo Rebelo de Sousa, que como professor de direito deu aulas em Macau nos anos 80, notou as diferenças no território: "Está maior, tem mais património construído, tem mais turismo, muito mais turismo, tem um turismo diferente". No histórico, porém, reencontrou "aquilo que tinha encontrado há 31 anos".

Junto às Ruínas de São Paulo, um dos monumentos mais emblemáticos de Macau, a comunicação social local perguntou-lhe o que vai resultar desta curta passagem pela região. "Vai resultar mais visitas. Quer dizer, eu não tenciono vir aqui despedir-me de Macau. Eu venho aqui para dizer a Macau até logo", respondeu Marcelo Rebelo de Sousa.

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura de Macau, Alexis Tam, que estava ao seu lado, afirmou que para o seu Governo "é uma honra que o senhor Presidente volte muito em breve".

"Para além do próprio convite, que me honra muito, é irresistível voltar a Macau várias vezes", respondeu o Presidente português, acrescentando: "Macau está sempre no meu coração".

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