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Correio da Manhã

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Presidente da Ucrânia decreta lei marcial

Petro Poroshenko receia uma invasão a qualquer momento e quer reforçar tropas na fronteira.
Francisco J. Gonçalves 27 de Novembro de 2018 às 01:30
Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navio Russo embate contra embarcação da marinha ucraniana
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navio Russo embate contra embarcação da marinha ucraniana
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navio Russo embate contra embarcação da marinha ucraniana
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
Navios ucranianos estão apresados no porto de Kerch, no leste da Crimeia
O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, decretou esta segunda-feira a lei marcial por 30 dias para reforçar as defesas do país contra uma possível "invasão" russa.

A decisão foi tomada depois de no fim de semana a Rússia apreender dois navios de guerra ucranianos e um rebocador no estreito de Kerch, que separa a Crimeia da Rússia continental e dá acesso ao mar de Azov e à costa sudeste da Ucrânia.

"Tenho informações de espionagem que descrevem as forças inimigas colocadas a apenas dezenas de quilómetros da nossa fronteira, prontas para uma invasão a qualquer momento", afirmou Poroshenko antes de o parlamento ucraniano votar e aprovar a lei marcial, que permite colocar a postos as Forças Armadas e reforçar os meios militares no leste do país, ocupado por forças pró-russas desde 2014, ano em que a Rússia ocupou também a Crimeia.

A Rússia nega ter violado a lei internacional e acusa a Ucrânia de conspirar, com os EUA e a UE, para justificar mais sanções à Rússia.

O serviço de espionagem russo FSB afirmou, entretanto, que os navios ucranianos entraram em águas territoriais russas e ignoraram disparos de aviso, forçando as embarcações de patrulha russas a disparar e ferir marinheiros ucranianos.

Os barcos ucranianos foram apreendidos e 24 marinheiros estão detidos.

Lavrov acusa EUA de agravarem tensões
O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, acusou ontem os EUA e outros países de provocarem deliberadamente tensões junto da fronteira russa e alertou que isso pode levar a "um ponto de não retorno".

O Kremlin defende que a apreensão de navios ucranianos no domingo respeitou todas as leis internacionais pois, afirma, os navios ucranianos entraram ilegalmente em águas territoriais da Rússia.

PORMENORES 
NATO faz apelo à Rússia
O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, instou a Rússia a libertar os navios ucranianos apreendidos e os marinheiros detidos junto à Crimeia.

Merkel preocupada
A chanceler Angela Merkel manifestou preocupação com as tensões na Ucrânia e alertou para a urgência de travar uma escalada militar.

EUA condenam Moscovo
A embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, condenou a "arrogância" russa e a "violação ofensiva da soberania da Ucrânia".
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