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Edgardo Pacheco

Um devido pedido de desculpas

A crónica que assinei na sexta-feira passada com o título ‘Faturar milhões e pagar tostões’ continha dados incorretos.

Edgardo Pacheco 18 de Dezembro de 2018 às 12:52

A crónica que assinei na sexta-feira passada com o título ‘Faturar milhões e pagar tostões’, a propósito de uma funcionária da Antiga Confeitaria de Belém com 18 anos de casa que, alegadamente, tinha como remuneração o salário mínimo nacional, foi construída a partir um artigo do Público de 9 de dezembro, que – confirmado pelo próprio jornal num Direito de Resposta no dia 12 dezembro  – continha dados incorretos.    

Na informação que a empresa dona da marca Pastéis de Belém também enviou ao CM, os factos relevantes são os seguintes:

1) Com todas as variáveis da política de remunerações da empresa, a funcionária em causa teve um salário médio mensal em 2018 de 1306,98 euros; 2) à mesma funcionária recai uma penhora judicial sobre o seu vencimento que, por solicitação ao tribunal por parte da entidade patronal, passou de 1/3 para 1/6 do seu ordenado; 3) que existe uma dedução mensal sobre um adiantamento de salários que a funcionária solicitou por questões de saúde; 4), que a empresa distribuiu no ano passado 190 mil euros de prémios de produtividade e, 5), que em 2018 foram ainda distribuídos pelos trabalhadores, face aos lucros de 2017, o valor de 250 mil euros.

Se é verdade que esperava – como registei no artigo – uma reação imediata da Antiga Confeitaria de Belém face à notícia (coisa que só foi do meu conhecimento na quarta-feira, quando a revista Sexta já estava a ser impressa), não é menos verdade que eu, enquanto jornalista, tinha a estrita obrigação de confirmar os factos junto da empresa em causa. Não o fiz, pelo que só tenho de pedir desculpas à Antiga Confeitaria de Belém e aos leitores do CM. Em tempos complicados, que me sirva de exemplo.

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