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Correio da Manhã

Política
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A Europa é a melhor ideia que alguma vez tivemos

Apelo Comum pela Europa dos 21 Presidentes da República da União Europeia, antes das eleições de maio de 2019.
9 de Maio de 2019 às 08:52
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, é um dos subscritores do manifesto de apelo ao voto nas eleições de 26 de maio
Marcelo Rebelo de Sousa
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, é um dos subscritores do manifesto de apelo ao voto nas eleições de 26 de maio
Marcelo Rebelo de Sousa
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, é um dos subscritores do manifesto de apelo ao voto nas eleições de 26 de maio
Marcelo Rebelo de Sousa
A integração europeia ajudou a concretizar uma esperança secular pela paz na Europa, depois de o nacionalismo desenfreado e de outras ideologias extremistas terem conduzido a Europa à barbárie de duas guerras mundiais.

Até hoje, não podemos e não devemos tomar a paz, a liberdade, a prosperidade e o bem-estar como garantidos. É necessário que todos nos empenhemos ativamente nesta grande ideia de uma Europa pacífica e integrada.

As eleições de 2019 são de especial importância: Sois vós, os cidadãos europeus, que decidem qual o caminho que a União Europeia deve seguir. Nós, os Chefes de Estado da Bulgária, República Checa, Alemanha, Estónia, Irlanda, Grécia, França, Croácia, Itália, Chipre, Letónia, Lituânia, Hungria, Malta, Áustria, Polónia, Portugal, Roménia, Eslovénia, Eslováquia e Finlândia convidamos, por conseguinte, todos os cidadãos europeus com direito de voto a participar nas eleições para o Parlamento Europeu, no final de maio de 2019.

Expressando uma vontade comum, os povos da Europa uniram-se criando uma União Europeia que assenta nos princípios de liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça e lealdade entre si. Uma União que não tem precedentes na história da Europa. Na nossa União Europeia, os Deputados eleitos do Parlamento Europeu, juntamente com o Conselho da União Europeia, ou seja, os Governos de todos os Estados-Membros, decidem que regras se devem aplicar na Europa e como é que o orçamento da Europa deve ser executado.

Somos todos europeus
Para muitas pessoas na Europa, particularmente entre a geração jovem, a sua cidadania europeia tornou-se como que uma segunda natureza. Não é para elas uma contradição o facto de amarem a sua aldeia, cidade, região ou nação e serem europeus empenhados.

A nossa Europa é capaz de responder aos desafios em conjunto
Nestes meses, mais do que nunca, a União Europeia enfrenta grandes desafios. Pela primeira vez desde o início da integração europeia, as pessoas falam em reverter uma ou mais etapas de integração, tais como a livre circulação ou a abolição de instituições comuns.

Pela primeira vez, um Estado-Membro pretende sair da União. Em simultâneo, outros reclamam por mais integração na UE, ou na zona euro, ou falam de uma Europa a várias velocidades.

Os pontos de vista sobre estas matérias divergem entre os cidadãos e os governos dos Estados-Membros, tal como entre nós, Chefes de Estado. No entanto, todos concordamos que a integração e a unidade europeias são essenciais e que pretendemos continuar a Europa como uma União.

Apenas uma comunidade forte será capaz de enfrentar os desafios mundiais do nosso tempo. Os efeitos das alterações climáticas, do terrorismo, da globalização económica e das migrações não ficam confinados às fronteiras nacionais.

Somente se trabalharmos em conjunto, como parceiros iguais a nível institucional, enfrentaremos com êxito estes desafios e permaneceremos na rota para a coesão económica e social e para o desenvolvimento.

Queremos uma Europa forte e integrada
Por conseguinte, precisamos de uma União Europeia forte, uma União com instituições comuns, uma União que reveja constantemente o seu trabalho com um olhar crítico e que seja capaz de se reformar a si própria.

Uma União que assente nos seus cidadãos e nos Estados-Membros como bases fundamentais.
Esta Europa precisa de um debate político vibrante sobre o melhor caminho a seguir em direção ao futuro, tendo por base a Declaração de Roma de 25 de março de 2017.

A Europa é capaz de suportar uma grande diversidade de opiniões e ideias. No entanto, não se pode certamente regressar a uma Europa em que os países já não sejam parceiros iguais, mas oponentes.

A nossa Europa unida precisa de uma forte votação pelos povos. É por isso que vos convidamos a exercer o vosso direito de voto. É o nosso futuro europeu comum que está no boletim de voto.
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