Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
6

Montenegro avança e desafia Rui Rio para eleições diretas no PSD

Anúncio será feito esta sexta-feira às 16h00, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.
José Castro Moura e Diana Ramos 10 de Janeiro de 2019 às 16:42
Luís Montenegro
Rui Rio
Rui Rio reuniu a comissão política nacional do partido para preparar as europeias. Líder do PSD evitou a polémica
Luís Montenegro
Rui Rio
Rui Rio reuniu a comissão política nacional do partido para preparar as europeias. Líder do PSD evitou a polémica
Luís Montenegro
Rui Rio
Rui Rio reuniu a comissão política nacional do partido para preparar as europeias. Líder do PSD evitou a polémica
O ex-líder parlamentar do PSD Luís Montenegro vai avançar já e desafiar Rui Rio para eleições diretas, segundo apurou o CM junto de fonte próxima. O anúncio será feito amanhã às 16h00, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Estas movimentações surgem depois de no período de pausa natalícia vários parlamentares e várias distritais terem avaliado o descontentamento com a atual liderança social-democrata.

Esta quarta-feira, numa resposta à ex-líder do PSD Manuela Ferreira Leite, que afirmou preferir um "pior resultado eleitoral" do que um partido rotulado de direita, Montenegro abriu ligeiramente o jogo. "Estas coisas têm que acabar", afirmou em declarações à TSF.

"Eu defendo um PSD grande e ganhador. Isto [as declarações de Ferreira Leite] é muito elucidativo do estado a que chegou o PSD. Não quero hoje dizer mais do que isso. Quero apenas também dizer que muito em breve falarei sobre o estado do PSD. Falarei mesmo sobre o futuro do PSD, porque este estado das coisas efetivamente tem de acabar, tem de mudar", referiu.

A frase de Montenegro surge um dia depois de o Público ter noticiado que houve uma reunião secreta para avaliar a hipótese de recolher assinaturas para a convocação de um conselho nacional extraordinário, com vista à destituição de Rio e à convocação de diretas. Uma fonte conta ao CM que não houve só uma reunião, mas vários encontros.

A aprovação de uma moção de censura à Comissão Política Nacional -- que tem de ser subscrita por um mínimo de um quarto dos conselheiros, segundo o artigo 68 dos estatutos do PSD -- exige o voto favorável da maioria absoluta dos membros presentes e "implica a demissão da Comissão Política".

"A aprovação de uma moção de censura à Comissão Política Nacional determina a convocação do Congresso Nacional no prazo máximo de 120 dias", referem ainda os estatutos do partido.
PSD Centro Cultural de Belém Luís Montenegro Lisboa Rui Rio Rui Rio política autoridades locais
Ver comentários