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Correio da Manhã

Política
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Alertas em Portugal à propaganda da extrema-direita na Internet

Tensão entre extremistas de direita e grupos anti-fascistas "agravou-se significativamente" no último ano.
7 de Maio de 2019 às 11:25
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O Relatório de Segurança Interna (RASI) de 2018 admite que a tensão entre extremistas de direita e grupos anti-fascistas "agravou-se significativamente" no último ano e alerta para uma "intensa difusão" da propaganda de extrema-direita na Internet.

No documento, da responsabilidade do Sistema de Segurança Interna (SSI) e divulgado em março pelo Governo, escreve-se que, "de forma transversal à extrema-direita, continuou a verificar-se uma intensa difusão de propaganda em ambiente virtual".

E o objetivo é "criar condições favoráveis ao sucesso eleitoral de forças políticas nacionalistas ou populistas em 2019", lê-se ainda no texto.

No relatório de 2017, já era feito outro alerta, este quanto à reorganização dos movimentos conotados com a extrema-direita, a exemplo do que acontece na Europa.

"Além de intensificarem os contactos internacionais, estes extremistas desenvolveram um esforço de convergência dos seus diferentes setores (identitários, nacional-socialistas, 'skinheads'), no sentido de promoverem, no plano político e metapolítico, os seus objetivos", de acordo com o relatório do ano passado.

Já em 2018, "não se registaram alterações significativas" quanto ao ano anterior.

"A extrema-direita portuguesa continuou a revelar grande dinamismo na luta pela 'Reconquista' da Europa (nomeadamente no que diz respeito ao combate à imigração, à islamização, ao multiculturalismo e ao marxismo cultural)", refere-se.

Ora, segundo o documento, o "setor identitário e neofascista destacou-se, novamente, através da organização de conferências, ações de propaganda, celebrações de datas simbólicas, ações de protesto, eventos musicais e sessões de treino de artes marciais, num perfeito alinhamento com o modo de atuação dos seus congéneres europeus, com quem, de resto, manteve contactos frequentes"

E a "tendência 'skinheadneonazi', menos ativa, manteve, ainda assim, as suas atividades tradicionais (concertos, reuniões), para além de se associar pontualmente às iniciativas do movimento identitário e neofascista", conclui-se.
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