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Correio da Manhã

Política
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Marcelo foi apanhado de surpresa pela ameaça de Costa

O Presidente da República não esperava que PSD e CDS se juntassem a PCP e BE para descongelar as carreiras dos professores.
4 de Maio de 2019 às 15:24
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República foi apanhado de surpresa pelo pré-anúncio da demissão do Governo esta sexta-feira. O primeiro-ministro António Costa anunciou que se fosse aprovada a reposição total da carreira dos professores se demitia. O anúncio foi feito pouco depois de uma reunião de meia hora com o Presidente que tinha acabado de chegar de uma visita de Estado à China.

Marcelo Rebelo de Sousa foi apanhado de surpresa pela decisão do CDS e do PSD, nunca o Presidente pensou que os partidos mais à direita da Assembleia alinhassem com os partidos mais à esquerda. E, o ambiente no Palácio de Belém foi de, segundo o Expresso, consternação. 

O Presidente vai esperar até 15 de maio para tomar uma decisão- Essa é a data em que o processo legislativo na Assembleia da República vai terminar. E, de acordo com o resultado da votação, terá de decidir o que fazer: aprovar ou vetar a lei, aceitar a demissão do Governo, convocar as eleições para julho, ou colocar o Governo em gestão até outubro? Marcelo vai ter de ponderar todas estas opções durante as próximas duas semanas. 

"Se promulga a lei, Marcelo fica associado à irresponsabilidade que Costa foi exímio a explicar ao país; se a veta, dá uma força enorme ao Governo, que vai tentar cavalgar isto até às eleições com os olhos, quem sabe, numa maioria absoluta", disse um conselheiro do Presidente em declaração ao jornal semanário.

Caso decida aceitar a eventual demissão do Governo, o Presidente vai ter de convocar um Conselho de Estado e marcar eleições que terão de ser marcadas, o mais cedo, para o final de julho.

O Presidente pode ainda enviar a lei para o Tribunal Constitucional, o que seria uma decisão inédita durante o seu mandato.
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