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Correio da Manhã

Política
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Provérbios populares de animais estão em risco

PAN quer levar portugueses a deixarem de usar expressões que referem maus-tratos a animais, mas não propõe lei.
Diana Ramos 9 de Dezembro de 2018 às 09:46
Deputado do PAN, André Silva
Deputado do PAN, André Silva
O deputado André Silva, do PAN
Deputado do PAN, André Silva
Deputado do PAN, André Silva
O deputado André Silva, do PAN
Deputado do PAN, André Silva
Deputado do PAN, André Silva
O deputado André Silva, do PAN
Expressões como ‘gato escaldado de água fria tem medo’, ‘pela boca morre o peixe’, ‘agarrar o touro pelos cornos’, ‘matar dois coelhos de uma cajadada só’ ou ‘fazer ‘gato sapato’ podem ter os dias contados.

O PAN – Pessoas, Animais e Natureza – juntou-se à iniciativa da associação internacional PETA e quer levar os portugueses a deixarem de usar ditados populares com referências a maus-tratos de animais. Não o vão fazer por força da lei, já que recusam avançar com uma iniciativa legislativa, em todo o caso o apelo tem sido alvo de críticas e brincadeiras.

Segundo o ‘Expresso’, o PAN propõe que a frase ‘pegar o touro pelos cornos’ seja substituída por ‘pegar uma flor pelos espinhos’ ou adaptar o ‘matar dois coelhos com uma cajadada’ por ‘pregar dois pregos de uma só martelada’.

"Seria contraproducente [propor legislação] porque o objetivo não é condicionar a liberdade de expressão", disse Francisco Guerreiro, do PAN, ao semanário. A arma do partido serão as redes sociais.

A iniciativa mereceu piadas de alguns políticos. O social-democrata José Eduardo Martins brincou com o tema, afirmando "ainda bem que vozes de burro não chegam ao céu".

Já Miguel Tiago, ex-deputado do PCP, tinha ironizado há dias a iniciativa da PETA, dizendo: "Também acho que dizer ‘cheiras a rosas’ é muito mais bonito do que dizer ‘cheiras a cavalo’."
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