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Correio da Manhã

Portugal
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Chumbada construção de três hotéis junto à costa de Portimão

Fatores de biodiversidade e paisagem estiveram na base da decisão que foi tomada.
José Carlos Eusébio 9 de Maio de 2019 às 08:59
João D’Arens é um dos raros espaços no Litoral que ainda não foi urbanizado no concelho de Portimão
João D’Arens é um dos raros espaços no Litoral que ainda não foi urbanizado no concelho de Portimão
João D’Arens é um dos raros espaços no Litoral que ainda não foi urbanizado no concelho de Portimão
João D’Arens é um dos raros espaços no Litoral que ainda não foi urbanizado no concelho de Portimão
João D’Arens é um dos raros espaços no Litoral que ainda não foi urbanizado no concelho de Portimão
João D’Arens é um dos raros espaços no Litoral que ainda não foi urbanizado no concelho de Portimão
João D’Arens é um dos raros espaços no Litoral que ainda não foi urbanizado no concelho de Portimão
João D’Arens é um dos raros espaços no Litoral que ainda não foi urbanizado no concelho de Portimão
João D’Arens é um dos raros espaços no Litoral que ainda não foi urbanizado no concelho de Portimão
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve chumbou o projeto de construção de três hotéis na zona de João d’Arens, um dos raros espaços naturais ainda não urbanizados do litoral de Portimão, entre as praias do Vau e Prainha.

"Independentemente das medidas propostas no estudo de impacte ambiental para a mitigação, prevenção e compensação dos impactes identificados, o projeto não reúne condições para poder ser viabilizado nomeadamente no que se refere a fatores como a biodiversidade e a paisagem", adianta a CCDR, como justificação para a declaração de impacte ambiental desfavorável.

Esta entidade entende que, "para além da destruição de quase três hectares de um dos núcleos mais representativos de ‘Linaria algarviana’, espécie vegetal fortemente pressionada, exclusiva do Barlavento algarvio e detentora de estatuto de proteção pelo regime da Rede Natura 2000, perspetivam-se impactes irreversíveis na estrutura e qualidade cénica da paisagem suscetíveis de comprometer a identidade de uma das zonas que preserva os traços originais da paisagem costeira regional".

Os novos hotéis seriam construídos numa zona "a cerca de 200 metros da crista das arribas instáveis do troço costeiro". A decisão da CCDR foi precedida de parecer desfavorável da Comissão de Avaliação, responsável pela análise técnica do Estudo de Impacte Ambiental.

Este projeto foi contestado por ambientalistas e cidadãos.

Estava previsto o investimento de 43 milhões de euros e a criação de 822 camas turísticas.
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