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Correio da Manhã

Portugal
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Pulseira eletrónica de Ricardo Rio lança polémica em Braga

BE apelida edil de “Neto de Moura dos funcionários”. Sindicato acusa-o de perseguição.
Fátima Vilaça 14 de Março de 2019 às 08:28
Ricardo Rio
Ricardo Rio
Ricardo Rio, Presidente da Câmara Municipal de Braga
Ricardo Rio
Ricardo Rio
Ricardo Rio, Presidente da Câmara Municipal de Braga
Ricardo Rio
Ricardo Rio
Ricardo Rio, Presidente da Câmara Municipal de Braga
A colocação de torniquetes no edifício do Pópulo, para controlar as entradas e saídas de funcionários da Câmara de Braga, prometia ser polémica. Mas a afirmação do presidente da autarquia de que "em alguns funcionários, se calhar, punha pulseira eletrónica" veio incendiar ainda mais os ânimos.

As reações vieram não só dos partidos à esquerda, como do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL). Ricardo Rio respondia ao vereador da CDU, Carlos Almeida, sobre a adoção de "medidas extremas" para controlar as entradas e saídas de funcionários "menos zelosos".

O STAL acusa Rio de ter "atitude persecutória" e tratar os funcionários municipais como criminosos. O Bloco de Esquerda diz que o autarca "pode ficar conhecido como Neto de Moura dos funcionários autárquicos ou o André Ventura do Minho".

Esta quarta-feira, ao CM, Ricardo Rio disse que usou a designação "pulseira eletrónica" em sentido figurado, querendo referir- se à utilização de "mecanismos de controlo individual". O autarca desvalorizou a polémica.

As declarações de Rio foram feitas durante a reunião do executivo em que se votava a colocação de um mecanismo de controlo de entradas e saídas - não só de funcionários, mas de público em geral - num dos edifícios onde funcionam serviços camarários.

Carlos Almeida, vereador da CDU, questionava a necessidade da colocação dos torniquetes, tendo Rio respondido que alguns funcionários "não são decididamente zelosos", no que toca à assiduidade. E acrescentou, "não podemos pôr pulseiras eletrónicas individuais em cada um dos colaboradores".

Almeida insistiu, perguntando se, caso pudesse, punha as pulseiras aos trabalhadores. Rio respondeu: "Em alguns, se calhar, punha."
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