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Correio da Manhã

Portugal
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Acusado de matar ex-companheira garante que "não existem provas"

Luís Gonçalves está acusado de estrangular Ana Estreito em outubro do ano passado.
Ana Isabel Fonseca 25 de Setembro de 2018 às 09:09
Luís Gonçalves está a ser julgado
Ana Estreito morreu asfixiada no Porto
Luís Gonçalves está a ser julgado
Ana Estreito morreu asfixiada no Porto
Luís Gonçalves está a ser julgado
Ana Estreito morreu asfixiada no Porto
O Ministério Público considerou, esta segunda-feira, no Tribunal de São João Novo, no Porto, que tudo aponta no sentido de que foi Luís Gonçalves o autor do homicídio da ex-companheira, Ana Estreito, ocorrida a 30 de outubro do ano passado. O procurador pediu, por isso, a condenação do arguido pelo crime de homicídio qualificado e também de furto.

"Tudo aponta no sentido do arguido, não há nenhum elemento no processo que conduza a outra pessoa. Só ele tinha a oportunidade de o fazer", disse o magistrado José França.

Já a defesa do homem, de 57 anos, afirmou que a acusação é "um castelo de cartas" e que não existem provas de que o arguido é culpado. "Condenar alguém só porque as provas não conduzem a outra pessoa viola os mais elementares direitos. É um caminho muito perigoso", disse a advogada Poliana Ribeiro, que pediu a absolvição do seu cliente.

Luís Gonçalves participou numa reconstituição com a PJ, na qual confessou o crime, mas a defesa contesta a diligência: "Nem a reconstituição bate certo. O arguido indicou que deixou o corpo deitado de lado e a vítima foi encontrada de barriga para baixo", diz.

PORMENORES
Relembra dois casos
Poliana Ribeiro recordou os casos de José Guedes, que disse ser o estripador de Lisboa, e de Armindo Castro, que chegou a estar preso pela morte da tia, para dar conta de que, por vezes, os arguidos assumem crimes que afinal não cometeram.

Motivo passional
A acusação refere que Luís, que se encontra na cadeia, matou Ana por asfixia, uma vez que aquela recusava responder-lhe se tinha ou não uma relação com o seu patrão. A leitura do acórdão ficou marcada para 2 de outubro, às 14h00.
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