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Correio da Manhã

Portugal
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Assassinato brutal de Carlos Castro aconteceu há oito anos

Renato Seabra está preso há 8 anos e assim continuará pelo menos até 2036.
7 de Janeiro de 2019 às 12:55
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Casal Renato Seabra e Carlos Castro com a amiga Vanda Pires em Nova Iorque
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Casal Renato Seabra e Carlos Castro com a amiga Vanda Pires em Nova Iorque
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Casal Renato Seabra e Carlos Castro com a amiga Vanda Pires em Nova Iorque
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
Renato Seabra tinha 21 anos quando matou Carlos Castro
A atriz americana Patricia Arquette subiu na madrugada desta segunda-feira o palco da cerimónia dos Globos de Ouro para receber um prémio pela sua interpretação na mini-série televisa "Escape at Dannemora". A trama narra o episódio verídico da fuga de dois perigosos criminosos da prisão que, na vida real, dá pelo nome de Clinton Correctional Facility.

É possível que Renato Seabra, de 29 anos, conheça pormenores da história que a televisão não mostrou. Afinal, ele é um dos reclusos que vive nesta prisão de alta segurança do estado de Nova Iorque. Há oito anos que o português cumpre uma pena que terá, no mínimo, 25 anos, mas que se pode estender para a toda a sua vida. O castigo pelo bárbaro assassinato de Carlos Castro num hotel de Nova Iorque, que aconteceu há oito anos.

O crime teve lugar a 7 de janeiro de 2011, no quarto 3416, no 34º andar do Hotel Intercontinental, em Nova Iorque. O cronista social de 65 anos tinha conhecido o modelo poucas semanas antes. O jovem de Cantanhede recebeu de Castro uma mensagem via Facebook em outubro de 2010. Oferecia-lhe ajuda para a sua carreira de modelo. Este aceitou a ajuda e romance entre os dois começou logo a partir do primeiro encontro.

O cronista social confessou aos amigos estar perdidamente apaixonado por Seabra. Esta era mais discreto na admissão pública do romance, mas não hesitou em aceitar o convite de ir passar o Ano Novo a Nova Iorque com o jornalista. Viveram dias intensos em que tudo parecia bem. Foram ao teatro, fizeram compras nas melhores lojas, privaram com amigos de Castro que os acharam felizes.

O que aconteceu naquela tarde já foi contado ao pormenor, até em filme. Seabra continua a dizer aos amigos e familiares que não sabe o que aconteceu no episódio que lhe mudou a vida, aos 21 anos. Não tem memória de ter espancado brutalmente o amante. De o ter esmurrado até lhe partir os ossos da cara, de ter atirado um televisor contra o peito e cabeça; de ter partido uma cadeira no corpo da vítima nem de a ter mutilado com um saca rolhas - cortando-lhe uma orelha, o escroto e os testículos.

A mãe continua a visitá-lo nos Estados Unidos, de três em três meses. Mas a vida dura da prisão já levou Seabra a tentar o suicídio em pelo menos duas ocasiões. Só daqui a 17 anos é que Renato Seabra pode ser sujeito a reavaliação de pena. Em 2036 terá 46 anos e tem a primeira hipótese de sair em liberdade. Mas não é certo que tal aconteça. Se os tribunais americanos assim o entenderem, o jovem português continuará preso, sujeito a revalidações de dois em dois anos. No limite, até ao final da sua vida.







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