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Correio da Manhã

Portugal
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GNR arrisca perder 400 sargentos em três anos

Não há cursos de sargentos desde 2015, o que fez perder 167 militares. Associação alerta para saídas para a reforma.
Miguel Curado 22 de Novembro de 2018 às 01:30
Militares da GNR em operação
Militares da GNR
Situação com os militares da GNR aconteceu durante a madrugada próximo da rua dos bares da Oura, em Albufeira
Militares da GNR em operação
Militares da GNR
Situação com os militares da GNR aconteceu durante a madrugada próximo da rua dos bares da Oura, em Albufeira
Militares da GNR em operação
Militares da GNR
Situação com os militares da GNR aconteceu durante a madrugada próximo da rua dos bares da Oura, em Albufeira

A GNR não forma sargentos desde 2015. E fontes desta força de segurança confirmam ao CM que este ano, e muito provavelmente também no próximo, não irá abrir qualquer curso para formar mais militares. Em causa está o atraso na certificação do curso, imposta pelo novo estatuto e que, segundo a associação representativa da classe, poderá fazer com que esta força de segurança perca 400 sargentos já até 2021.

O novo estatuto entrou em vigor a 1 de maio de 2017. Por regulamentar, no entanto, ficaram os diplomas que alteram a formação dos sargentos. Segundo fonte oficial da GNR, o novo estatuto prevê a atribuição do nível 5 de qualificação do Sistema Nacional de Qualificações a este curso.

"A GNR quer certificar o plano do curso junto da Agência Nacional de Qualificação", explicou a mesma fonte, sem adiantar datas. Devido ao atraso, diz a Associação de Sargentos, e de não haver cursos desde 2015, não se formaram 167 militares. "O quadro que conhecemos é de 2008 e aponta para 2566 efetivos.

Se não houver cursos até 2021, e tendo em conta que se prevê, nos próximos anos, a saída de 200 militares para a reserva e reforma, prevemos um défice de 400 sargentos", diz José Lopes, líder dos sargentos da GNR.

Cabos estão a comandar cada vez mais postos
A Associação Nacional de Sargentos da GNR (ANSG) garante que alerta o comando desta força de segurança e o Ministério da Administração Interna, há vários anos, para o crescente défice de militares desta classe. Prova disso, diz José Lopes, da ANSG, é o facto de "cada vez mais cabos estarem a ser chamados a comandar postos, função atribuída por estatuto aos sargentos".

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