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Correio da Manhã

Portugal
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Mãe biológica de Diana Fialho quebra o silêncio: "Queria estar com ela novamente"

Ângela Rodrigues não vê a filha há 20 anos e diz que tentou procurá-la ao longo do tempo.
Tânia Laranjo 2 de Maio de 2019 às 21:17
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Ângela Rodrigues não vê a filha há 20 anos e diz que tentou procurá-la ao longo do tempo.

Ângela Rodrigues, mãe biológica de Diana Fialho, mulher que matou a mãe adotiva, professora, no Montijo, com a ajuda do marido Iuri, falou em exclusivo ao CM e no 'Investigação CM' o caso é recordado. 

A mulher que não vê a filha há vinte anos diz que tentou procurá-la ao longo dos anos e que gostava de voltar a estar com ela. No entanto, diz que já não a reconhece e está chocada com o crime macabro.

"É uma dor muito grande que eu tenho. Ainda não estou a acreditar que seja a minha filha. Quando me disseram não acreditei. Não a reconheci nem a reconheço como minha filha. Ela está diferente", começou por dizer Ângela, ao CM, a mãe biológica de Diana Fialho.

"Era uma princesa. Era meiga, sorria muito e muito dada às pessoas. Nunca a senti revoltada, nada. Perdi o contacto com ela quando tinha por volta dos 10 anos. Procurei a Diana em tribunal, gastei 50 contos", sublinhou.

"Há 20 anos que não sei nada dela. Costuma-me a acreditar. Sempre tive esperança que fosse ver a minha filha em qualquer lado. Ela está muito mais forte, está diferente. Não sabemos o que lhe passou pela cabeça, ou se foi influenciada por outras pessoas. Não há explicação. Queria estar com ela novamente. É uma mágoa muito grande", confessou, sabendo agora que a sua filha arrisca uma pena de 25 anos de prisão.

Depois de terem drogado e morto à martelada Amélia Fialho e terem feito desaparecer o corpo, Diana e Iuri preocuparam-se em destruir todos os vestigios do crime, principalmente o sangue que ficou junto ao local onde a mulher foi barbaramente assassinada.

Mas o crime foi longe de ser perfeito e, apesar de todos os esforços do casal homicida, a Polícia Judiciária descobriu muitos vestígios comprometedores no local do crime.

Recorde-se que Diana Fialho, de 23 anos, é a homicida confessa da mãe adotiva - que drogou, assassinou à martelada e queimou o corpo, no Montijo, com a ajuda do marido Iuri, por causa da herança.

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