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Correio da Manhã

Portugal

Irmã biológica de Diana Fialho recorda infância: "Ela dizia que eu a agredia, que a tratava mal"

Mulher relembra uma criança problemática que se automutilava e já revelava traços que faziam antever o pior.
2 de Maio de 2019 às 21:31
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Mulher relembra uma criança problemática que se automutilava e já revelava traços que faziam antever o pior.

A defesa de Diana e de Iuri, que estão neste momento em rota de colisão um contra o outro após terem matado Amélia Fialho, professora no Montijo, está marcada para esta quinta-feira no tribunal do Barreiro. Em exclusivo ao CM, a irmã biológica de Diana Fialho falou em exclusivo para a 'Investigação CM'.

Esta viagem ao passado, para procurar as origens do crime, o 'Investigação CM' descobriu a irmã biológica de Diana. Foi ela que tentou acolher Diana antes de ser adotada pela mãe adoptiva, mas Diana já era uma criança revoltada, marcada pela rejeição da mãe.

Uma criança problemática que se automutilava e já revelava traços que faziam antever o pior. Esta mulher relata mesmo um episódio em que Diana estava com a sua filha em casa onde podia ter acontecido uma tragédia.

"A Diana esteve connosco um ano, um ano e qualquer coisa. Dizia que eu a agredia, que a tratava mal, que a punha a dormir no chão. Que batia, que punha de castigo, que o que fazia à minha filha, não fazia a ela", começou por dizer.

"Cheguei a levar a Diana à casa da mãe e depois ir buscá-la. E o que é certo é que a Diana quando vinha, vinha revoltada. E era quando fazia tudo e mais alguma coisa. Desde estar a comer, estarmos todos à mesa, ela de repente puxa um vómito, vomita a mesa toda, os pratos, já ninguém conseguia comer...", sublinhou.

As defesas seguem a mesma linha de raciocínio. Como não havia relatório de autópsia à data  da acusação - o mesmo só foi junto após ter sido proferido o despacho - consideram que não pode ser valorado, o que significaria dizer que o processo teria de ser arquivado por não se saber se a causa da morte foi a agressão fatal.

Dificilmente este argumento vingará na Justiça e a advogada Tânia Reis, que defende Diana Fialho, parece ter um plano B. 

No requerimento de abertura de instrução, a advogada alega que quem matou Maria Amélia foi Iuri e não Diana. Diana é descrita como alguém que foi influenciada pelo marido e que admite apenas ter participado na ocultação de cadáver.

Para dar mais força à tese, Diana já avançou com um pedido de divórcio ao marido, de que agora diz que a enganou.

Iuri, à PJ, contou o contrário. Disse que foi ele quem deu a primeira martelada na cabeça da professora, depois de a terem drogado, mas porque Diana lhe pediu. Descreve a mulher como manipuladora e garante mesmo que em muitos momentos chegou a perder as forças. Disse que estava aliviado por poder expiar o seu crime que não conseguia viver com a culpa do que tinham feito. 

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