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Correio da Manhã

Portugal

Ministro da Defesa "nunca" viu memorando sobre roubo de armas em Tancos

Furto de material de guerra foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017.
8 de Maio de 2019 às 13:26
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho, ministro da Defesa Nacional
O ministro da Defesa afirmou esta quarta-feira nunca ter visto o memorando sobre o furto de material militar em Tancos que levou à demissão do seu antecessor e que está a ser alvo de um inquérito parlamentar para apurar responsabilidades políticas.

"Nunca vi esse memorando. De qualquer maneira, estive na semana passada na comissão parlamentar de inquérito, tive a oportunidade de responder a todas as perguntas e partilhei toda a informação que tenho disponível", disse João Gomes Cravinho, quando questionado se tinha tido acesso ao documento, em Braga, à margem de uma visita ao Regimento de Cavalaria nº6.

Na segunda-feira, o ex-ministro da Defesa Nacional José Azeredo Lopes garantiu que não deu conhecimento ao primeiro-ministro da existência de um informador no caso da recuperação do material militar furtado em Tancos, em 2017.

"Tive conhecimento do informador e não transmiti ao senhor primeiro-ministro deste conhecimento lateral, tendo em conta as circunstâncias", afirmou Azeredo Lopes, que considerou o documento entregue por dois responsáveis da PJ Militar ao seu então chefe de gabinete, general Martins Pereira, não um memorando, mas sim um documento apócrifo, não timbrado e sem data.

O furto de material de guerra foi divulgado pelo Exército em 29 de junho de 2017. Quatro meses depois, a PJM revelou o aparecimento do material furtado, na região da Chamusca, a 20 quilómetros de Tancos, em colaboração de elementos do núcleo de investigação criminal da GNR de Loulé.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.
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