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Correio da Manhã

Portugal
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Mulher recorda quando ‘ex’ lhe matou o pai a tiro: "Pedi-lhe que não o matasse"

Gilberto Domingos matou o sogro com seis tiros após esfaquear a ex-mulher.
José Durão 31 de Outubro de 2018 às 01:30
Gilberto Domingos
Polícia
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O Tribunal de Leiria começou ontem a julgar o caso do homicídio de José Lopes Amorim, de 67 anos, que foi executado a tiro pelo ex-genro, Gilberto Domingos, no recreio da Escola Básica e Secundária Amadeu Gaudêncio, na Nazaré, em janeiro deste ano. O arguido, de 38 anos, alegou que "não se recordava de nada" depois de ter tirado o revólver do bolso e atingido o ex-sogro. Antes disso já tinha ferido a ex-mulher na cara com uma navalha.
Os desentendimentos deviam-se à custódia dos dois filhos do casal, de 12 e 15 anos. Foi para visitar o mais novo, entregue à mãe, que Gilberto Domingos se deslocou à escola naquele dia, disse ao tribunal. A sua defesa viu aprovado um pedido para uma avaliação psiquiátrica ao arguido. De tarde, foi ouvida a versão da ex-mulher, que acusa o arguido de nunca ter aceitado o divórcio e de "saber muito bem o que estava a fazer". "Pedi-lhe que não matasse o meu pai", recordou a mulher, de 32 anos. A vítima foi atingida por quatro tiros, e, já caída no chão, com mais dois na cabeça. "Depois apontou a arma para mim e sorriu", disse. "Apertou o gatilho, mas já não tinha munições", rematou.

PORMENORES
Perícia psiquiátrica
A defesa de Gilberto Domingos viu ser-lhe aprovada uma análise psiquiátrica ao arguido, que será realizada pelo Gabinete Médico-Legal de Leiria. "Se não se recorda de nada, alguma coisa se passava", disse o seu o advogado, Mapril Bernardes.

Carros queimados
A ex-mulher de Gilberto Domingos acusou-o ainda de ser responsável por queimar dois carros com ácido, e de a ter ameaçado de que lhe queimaria a cara. "Tenho noção de que ele só pára quando me matar a mim. Há 10 anos que me dizia", disse.
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