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Correio da Manhã

Portugal
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Pagamento de dívidas a bombeiros de Viseu está a ser regularizado

Ultimato feito pelos funcionários há um mês diz respeito ao valor de 87 mil euros.
9 de Maio de 2019 às 13:56
Bombeiros
Bombeiros
Bombeiros no combate às chamas
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Bombeiros no combate às chamas
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Bombeiros no combate às chamas
Os Bombeiros Voluntários de Viseu vão continuar a fazer o serviço de transporte de doentes não urgentes, uma vez que o pagamento de dívidas já está a ser regularizado, anunciou esta quinta-feira o presidente da associação humanitária, Carlos Costa.

Há precisamente um mês, os funcionários da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Viseu avisaram que, se as dívidas de 87 mil euros não fossem pagas até esta quinta-feira, deixariam de fazer o serviço de transporte de doentes não urgentes.

O aviso "aos senhores que representam o Estado, à ARS (Administração Regional de Saúde) e aos hospitais" tinha sido deixado em conferência de imprensa por um representante dos 27 funcionários, que nesse dia ainda só tinham recebido metade do salário de março, devido à falta de liquidez das contas da associação.

"Os pagamentos começaram a ser feitos nas semanas seguintes ao nosso alerta, mas ainda não estão totalmente regularizados", disse à agência Lusa Carlos Costa, acrescentando que terão pago perto de metade desses 87 mil euros.

O dirigente esclareceu que a associação não pretende que as faturas sejam pagas logo no dia em que são apresentadas, mas sim "que haja uma cadência e uma regularidade dos pagamentos que aliviem estes sufocos" de tesouraria.

"Todos os meses produzimos mais de vinte mil euros. Portanto, todos os meses acrescentamos mais valor a essa dívida. Interessava que os pagamentos fossem tão regulares quanto o nosso trabalho", frisou.

Segundo Carlos Costa, desde que haja regularidade na cadência dos pagamentos, e que isso vá contribuindo "para ir paulatinamente diminuindo o valor acumulado da dívida", na associação "todos ficam satisfeitos e as coisas funcionam".

O ultimato feito pelos funcionários há um mês tinha-se seguido a alertas para a complicada situação financeira já deixados pela direção da associação humanitária.

"De hoje a um mês, se isto não acontecer, o serviço de transporte de doentes não urgentes para na totalidade, até que a situação esteja devidamente regularizada e os compromissos honrados", tinha dito aos jornalistas o porta-voz dos funcionários, João Leal.

"Não podemos andar a pagar com o nosso salário para continuar a servir o Estado desta forma", frisou.
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