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Correio da Manhã

Sociedade
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Trabalhadores do setor da distribuição estão hoje em greve

Pretende-se exigir às empresas e à Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) a revisão do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT).
Lusa 1 de Maio de 2019 às 06:44
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Os trabalhadores da grande distribuição, incluindo os do Pingo Doce, Continente, Jumbo e Minipreço, e os das empresas de distribuição filiadas no Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo (SITESE) estão esta quarta-feira em greve.

Os trabalhadores da grande distribuição estão esta quart-ta em greve, tal como em anos anteriores, , cuja negociação se prolonga há 31 meses, conforme indicou o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP), filiado na CGTP, em comunicado divulgado em 23 de abril, quando foi emitido o pré-aviso de greve.

Nesta revisão do CCT, os trabalhadores pedem o aumento dos salários e o encerramento das superfícies no 1.º de Maio, aos domingos e feriados, reivindicando ainda a progressão automática do operador de armazém e o fim da tabela B.


Sindicato da distribuição refere grande adesão à greve mas empresas falam em normalidade
O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal disse esta quarta-feira que a greve dos trabalhadores da distribuição alimentar e não alimentar neste 1.º de Maio é uma das maiores dos últimos anos.

"É uma das maiores greves que temos feito nos últimos anos, nomeadamente no setor da distribuição, com grande adesão dos trabalhadores, com elevadas percentagens de adesão nas lojas maiores e com adesões que fazem encerrar as lojas mais pequenas", adiantou à agência Lusa a dirigente Isabel Camarinha.

O Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo (SITESE), que também convocou uma paralisação nos supermercados esta quarta-feira, disse que a adesão à greve dos empregados da distribuição neste 1.º de Maio foi superior em mais 10% à iniciativa de 2018.

"O ano passado nas lojas do grupo Sonae, Auchan e Jerónimo Martins a adesão tinha rondado os 50% e este ano a adesão foi superior em mais 10% e, neste momento, as lojas estão a laborar com serviços mínimos", referiu o sindicalista Luís Azinheira.

Em declarações à agência Lusa, o dirigente sindical disse que as entidades patronais "colocaram chefes de secção a trabalhar" e que a adesão ronda os 60% em grande parte das lojas daquelas três grandes superfícies.

Posição diferente tem a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) que, em comunicado enviado à agência Lusa, considera que "as lojas de retalho alimentar e não alimentar estão a funcionar com normalidade, dentro dos habituais horários de funcionamento previamente estabelecidos para este dia".

Segundo Isabel Camarinha, 60 a 70% dos supermercados da cadeia Mini-Preço estão encerrados nos distritos de Lisboa, Porto, Setúbal, Aveiro, Coimbra, Braga e também no Algarve.

A sindicalista acrescentou que, das lojas que estão abertas, "muitas funcionam com horários reduzidos porque não têm trabalhadores para ter a loja a funcionar o dia inteiro".

A dirigente adiantou ainda que se verifica também grande adesão à greve nas lojas Pão de Açúcar e Jumbo e problemas no funcionamento de muitos supermercados Pingo Doce e Continente Bom Dia, "em que as lojas não abriram quando deviam ter aberto, porque não tinham trabalhadores".

"As empresas substituíram trabalhadores e chamaram chefias que estavam de folga para irem abrir as lojas", denuncia Isabel Camarinha, que fala ainda em setores sem funcionários dentro das unidades que estão abertas, como padaria ou charcutaria e talhos.

A APED refere que a greve "registou fraca adesão entre os mais de 130.000 trabalhadores do universo de empresas" que representa, segundo a nota, salientando que está a decorrer, "em sede própria", a negociação dos termos e condições do contrato coletivo de trabalho.

Os trabalhadores das empresas de distribuição filiados no SITESE, filiado na UGT, estão esta quarta-feira em greve, pelo direito ao feriado no Dia do Trabalhador e também contra a precariedade existente no setor e em defesa de aumentos salariais e dos direitos dos trabalhadores.

Os trabalhadores da grande distribuição exigem a revisão do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), cuja negociação se prolonga há 31 meses, para que sejam aumentados os salários e o encerramento das superfícies no 1.º de Maio, aos domingos e feriados, reivindicando ainda a progressão automática do operador de armazém e o fim da tabela B.

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