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Correio da Manhã

Sociedade
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CGTP espera alguns milhares de manifestantes em Lisboa

Trabalhadores manifestam-se contra a proposta de revisão do Código do Trabalho, por temerem o agravamento das suas condições laborais.
Lusa 11 de Abril de 2019 às 08:13
Arménio Carlos, líder da CGTP
Arménio Carlos, dirigente da CGTP
Arménio Carlos
Arménio Carlos, líder da CGTP
Arménio Carlos, dirigente da CGTP
Arménio Carlos
Arménio Carlos, líder da CGTP
Arménio Carlos, dirigente da CGTP
Arménio Carlos
A CGTP prevê que se desloquem esta quinta-feira a Lisboa alguns milhares de trabalhadores de todo o país para se manifestarem contra a proposta de revisão do Código do Trabalho, por temerem o agravamento das suas condições laborais.

"Vamos ter alguns milhares de trabalhadores de todo o país neste protesto, que vão certamente encher o largo junto ao parlamento, para reafirmar que a proposta de lei que está em discussão na Assembleia da República vai agravar ainda mais a legislação do trabalho, pois em vez de avançar nos direitos, legitima e agrava a precariedade, e não revoga a caducidade na contratação coletiva", disse à agência Lusa João Torres, da comissão executiva da CGTP.

A manifestação será sobretudo composta por dirigentes e ativistas sindicais e por trabalhadores que estão envolvidos em lutas nas suas empresas.

A Intersindical tem contestado a proposta de lei do Governo porque considera que esta altera, para pior, a legislação laboral, nomeadamente ao alargar o período experimental de três para seis meses, ao passar de 15 para 35 dias os contratos de muita curta duração e ao instituir o banco de horas grupal.

A manifestação será antecedida de três pré-concentrações, ao início da tarde, cujos participantes se deslocam depois, em desfile, até ao largo junto à Assembleia da República.

No largo Luís de Camões concentram-se os trabalhadores dos distritos de Lisboa, Castelo Branco, Leiria e Santarém, liderados pelo secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos.

No largo do Rato encontram-se os trabalhadores dos distritos do Porto, Viana, Vila Real, Bragança, Braga, Viseu, Coimbra, Guarda e Aveiro.

No largo de Santos concentram-se os trabalhadores dos distritos de Setúbal, Portalegre, Faro, Beja e Évora.

Junto à Assembleia da República decorrerão intervenções sindicais setoriais e o discurso de encerramento ficará a cargo do secretário-geral da CGTP-IN.
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