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Correio da Manhã

Sociedade
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“Este bebé é um milagre”, diz diretora do Hospital de São João

Pequeno Salvador vai usar sonda nasal de oxigénio até pelo menos aos 4 ou 5 meses.
Ágata Rodrigues 9 de Maio de 2019 às 08:40
Hercília Guimarães, diretora de Neonatologia do Hospital de São João
Sara Almeida, psicóloga que deu apoio ao pai do bebé Salvador
Hercília Guimarães, diretora de Neonatologia do Hospital de São João
Sara Almeida, psicóloga que deu apoio ao pai do bebé Salvador
Hercília Guimarães, diretora de Neonatologia do Hospital de São João
Sara Almeida, psicóloga que deu apoio ao pai do bebé Salvador
"Este bebé é mesmo um milagre: até a nós esta situação nos admirou, o tempo que esta mãe conseguiu aguentar o bebé sem o expulsar do seu útero, foi uma aprendizagem para todos os profissionais". As palavras são de Hercília Guimarães, diretora do Serviço de Neonatologia do Hospital de São João, no Porto, que acompanhou de perto a evolução de Salvador, o bebé que nasceu com a mãe em morte cerebral.

O bebé já está em casa e respira com auxílio de uma sonda nasal de oxigénio, mas os médicos garantem ser "normal num prematuro, até aos 4 ou 5 meses" acrescenta.

Sara Almeida, psicóloga que acompanhou o pai de Salvador, Bruno Sapalo, desde o momento em que a família decidiu que a gravidez assistida de Catarina Sequeira ia para a frente, diz que " é um pai muito competente".

Segundo a especialista, que irá também acompanhar e fazer testes psicológicos a Salvador, o caso de Bruno "foi um processo diferente do habitual, porque ganhou um filho e perdeu a mulher, mas o Bruno fez o luto de forma equilibrada e aprendeu a cuidar bem do filho prematuro".
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