Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
4

Golfinhos podem travar dragagens no Porto de Setúbal

Impacto será “devidamente monitorizado”, assegura a APA.
Francisca Genésio 19 de Dezembro de 2018 às 08:29
Golfinhos
Golfinhos
Golfinhos
Golfinhos
Golfinhos
Golfinhos
Golfinhos
Golfinhos
Golfinhos
Golfinhos
Golfinhos
Golfinhos
As dragagens do Porto de Setúbal poderão parar caso a comunidade de golfinhos-roazes abandone o estuário do Sado. A garantia foi dada ontem pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Nuno Lacasta, na Comissão de Ambiente, na Assembleia da República.

"Eu sou da zona da Caldeira de Troia e lembro-me de não existirem golfinhos nesta região quando era criança, mas eles voltaram", disse Nuno Lacasta, sublinhando que as obras serão "devidamente monitorizadas", de forma a avaliar o impacto na comunidade.

O presidente da APA foi ouvido, assim como o ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Matos Fernandes, após o Governo ter deferido um pedido de autorização da Administração do Porto de Setúbal para avançar com as dragagens no Sado.

A obra decorrerá no âmbito de um plano económico de expansão do porto, um projeto ao qual a APA deu parecer positivo. O responsável garantiu aos vários partidos políticos, que o questionaram sobre o caso, que o processo de consulta decorreu "conforme a lei e as boas práticas" e que a avaliação do impacte ambiental foi "abrangente e transparente", contando com a contribuição de diversas entidades.

Salientou, no entanto, que existem condicionantes como a não realização de dragagens entre maio e outubro, assim como a não utilização de métodos de ruído que afastem os golfinhos.

Nuno Lacasta garantiu que serão efetuados, regularmente, estudos ecológicos.

Deputado antiprovérbios com animais diz "pela boca morre o peixe" no Parlamento
"Senhor deputado, pela boca morre o peixe", disse esta terça-feira o deputado do PAN, André Silva, durante a Comissão do Ambiente na Assembleia da República. O PAN aderiu à campanha da organização não-governamental dos direitos dos animais PETA de acabar com provérbios que sugiram maus-tratos a animais.

O PAN decidiu então avançar com propostas de alteração às expressões. "Pregar dois pregos de uma martelada só" (para substituir "matar dois coelhos de uma cajadada só") ou "pegar uma flor pelos espinhos" (como alternativa para "pegar um touro pelos cornos") foram algumas das sugestões.
Ver comentários