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Socialistas querem ouvir Passos Coelho sobre o Novo Banco

Audição de três governantes do PSD é desafio mas pode ganhar estatuto formal.
Por Wilson Ledo e José Eduardo Cação 5 de Março de 2019 às 01:30
João Paulo Correia, deputado do PS, desafiou ontem Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque a irem ao Parlamento
O deputado socialista João Paulo Correia
Parlamento
João Paulo Correia, deputado do PS, desafiou ontem Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque a irem ao Parlamento
O deputado socialista João Paulo Correia
Parlamento
João Paulo Correia, deputado do PS, desafiou ontem Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque a irem ao Parlamento
O deputado socialista João Paulo Correia
Parlamento
São três os nomes do anterior governo que os socialistas desafiam a explicar, na Assembleia da República, o que falhou no Novo Banco: o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, a ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque e Sérgio Monteiro, antigo secretário de Estado que acabou contratado pelo Banco de Portugal como consultor para negociar a venda. O desafio do PS não tem caráter formal mas poderá ganhar esse estatuto com o avançar das audições de outros responsáveis.

"Os prejuízos não dizem respeito a 2018, mas são sim explicados por problemas antigos", lembrou esta segunda-feira João Paulo Correia. O deputado do PS acusa o governo de Passos Coelho de não ter recorrido à linha de financiamento da Troika para a banca e de, em 2015, ter suspendido a venda do banco "para que, em ano de eleições, o País não pudesse conhecer a verdadeira dimensão da má decisão".

Após anunciar prejuízos de 1412 milhões de euros em 2018, o Novo Banco pedirá mais 1149 milhões ao fundo de resolução. Os contribuintes são chamados a pagar 850 milhões. O ministro das Finanças, Mário Centeno, será ouvido no Parlamento mas já considerou "indispensável" avançar rapidamente com uma auditoria às contas do banco.

PCP lembra que dinheiro servia problemas do País
Em sintonia com o Bloco de Esquerda, o PCP lembra o Governo de que se o Estado está a gastar dinheiro com o Novo Banco então deveria assumir a gestão.

Alertando para o sentimento dos portugueses ao saber que não há dinheiro para a Saúde ou Educação, o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, propôs esta segunda-feira um exercício: "Imagine com 1000 milhões de euros os problemas que não poderiam ser resolvidos".
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